Bolsonaro intensifica articulação para aprovar reforma da Previdência

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Cumprindo agenda em Brasília nesta semana, o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) tenta intensificar as articulações para garantir avanço da reforma da Previdência no Congresso ainda neste ano. O capitão da reserva se reúne com o chefe do Executivo Michel Temer nesta quarta-feira (7). A reforma da Previdência era uma das prioridades do governo Temer, mas perdeu força em meio a denúncias e foi colocada na gaveta com a intervenção militar no Rio. Ela deverá ser um dos assuntos da reunião entre os políticos.
Ciente da dificuldade em aprovar o texto na íntegra, Bolsonaro e seus aliados trabalham com a hipótese de colocar em votação alguns pontos da matéria, como a idade mínima.

— Se a gente conseguir idade mínima de 62 anos é um grande passo — afirmou Bolsonaro na saída do Comando da Marinha, em Brasília, na terça-feira (6).

Por ser uma proposta de emenda à Constituição (PEC), a reforma da Previdência não pode ser aprovada em meio à intervenção militar no Rio de Janeiro, que está programada para terminar em 31 de dezembro deste ano. O decreto que permitiu a intervenção teria de ser revogado para o Congresso se debruçar novamente sobre a PEC.

Paulo Guedes, futuro ministro da Economia, defendeu a aprovação do texto atual em tramitação no Congresso para viabilizar uma reforma mais profunda a partir do próximo ano, que envolva a migração para o modelo de capitalização dos jovens que entrarem no mercado de trabalho.

— Aprova-se a reforma que está aí. Aprova isso rápido. Tira essa nuvem negra no horizonte. Isso nos dá tempo para o novo regime. Está na minha cabeça. Terminar aproveitando essa reforma e começamos o ano que vem essa transição para a força de trabalho mais jovem para o regime de capitalização — afirmou o futuro ministro.

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