As forças de segurança da Bahia têm efetivos menores que os previstos, conforme apuração do Fórum de Segurança Pública. As informações foram divulgadas nesta terça-feira (4), por meio do Relatório Raio-X das Forças de Segurança Pública do Brasil.

Os dados referentes ao ano de 2025 mostram que há um déficit de cerca de 16,7 mil policiais militares no estado. O déficit também aparece na Polícia Civil e na Polícia Penal.

A diferença de profissionais referentes aos cargos previstos e os cargos ocupados revela que há vagas autorizadas, mas que ainda não foram preenchidas.

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Efetivo previsto e existente nas forças de segurança pública da Bahia

Efetivo previsto Efetivo existente Relação entre efetivo existente e previsto (em %)

Polícia Militar 47.194 -30.491 – 64,6%

Polícia Civil 11.330 – 5.700 – 50,3%

Polícia Penal 1.790 – 1.087 – 60,7%

Ainda segundo a pesquisa, a Bahia não aparece como um dos piores estados do país neste quesito. Apesar disso, o estado é enquadrado na pesquisa como em “déficit relevante”.

O cenário muda quando o assunto é a Guarda Civil Municipal: a Bahia é o estado com a maior quantidade de agentes no país e, em alguns municípios, há mais profissionais do que o permitido por lei.

A Guarda Municipal tem como objetivo proteger bens, serviços e promover a segurança urbana. Os profissionais podem fazer policiamento ostensivo comunitário e prisões em flagrante, mas não podem executar investigações, por exemplo.

A Lei nº 13.022/2014 regulamenta as funções dos guardas no país. Na Bahia, 10.031 pessoas exercem a profissão.

Segundo a pesquisa divulgada, a cidade de Ubaitaba tem mais que o dobro da quantidade permitida de guardas civil municipais.

As cidades baianas de Esplanada, Maragogipe, Santa Cruz da Vitória, Almadina, Gongogi, Jussari, Barro Preto e Gavião também aparecem na lista.

 

G1 Bahia