Nos últimos anos, cresceu o uso de deepfakes – uma manipulação sofisticada da imagem ou da voz de alguém feita com inteligência artificial. O rosto de uma pessoa pode ser trocado pelo de outra, ou a voz pode ser alterada para fazer parecer que ela disse algo que nunca disse.

Essas manipulações também podem ser feitas apenas em áudio e, com o avanço da tecnologia, algumas já podem ocorrer até em tempo real.

E por que isso preocupa nas eleições? Além do risco de levar o eleitor a acreditar em um conteúdo falso, especialistas alertam para outro efeito: a disseminação de deepfakes pode aumentar a desconfiança sobre imagens e áudios verdadeiros.

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Perto da votação, há ainda o risco de um conteúdo falso se espalhar sem que haja tempo suficiente para desmenti-lo antes de o eleitor ir às urnas.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) proíbe o uso de deepfakes na propaganda eleitoral desde as eleições municipais de 2024.

Neste ano, o tribunal foi além e também estabeleceu restrições para a reta final da eleição: nas 72 horas anteriores e nas 24 horas posteriores à votação, não podem ser publicados nem impulsionados novos conteúdos feitos ou alterados com IA que utilizem imagem, voz ou manifestação de candidatos ou pessoas públicas.

E quem compartilha um deepfake? Segundo especialistas, o simples compartilhamento não significa que o eleitor será automaticamente responsabilizado. Se o conteúdo for considerado irregular, a Justiça Eleitoral pode determinar sua retirada e apurar quem o produziu e como ele foi disseminado. Caso fique demonstrado que uma pessoa agiu intencionalmente para espalhar desinformação ou usar IA de forma fraudulenta, ela pode ser responsabilizada.

 

G1