Uma nova lei sancionada pelo governo da Bahia altera as regras de promoção de policiais militares e bombeiros militares no estado e cria uma modalidade inédita de ascensão funcional. As mudanças impactam principalmente os critérios de progressão na carreira e a forma como parte dos servidores pode avançar de patente antes de ir para a reserva.

O que muda com a nova lei?

A principal novidade é a criação da chamada promoção por condições especiais, que permite a ascensão de militares que já estejam próximos de preencher os requisitos para a transferência à reserva remunerada.

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Na prática, esses profissionais poderão ser promovidos ao posto ou graduação superior antes da aposentadoria, desde que atendam aos critérios estabelecidos.

Segundo o governo estadual, o objetivo é reorganizar os quadros das corporações e permitir maior renovação nas carreiras da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros.

Quantas vagas foram criadas?

A lei prevê a criação de 810 vagas destinadas a promoções por condições especiais dentro das corporações.

Essas vagas serão distribuídas entre diferentes postos e graduações, conforme regras internas das carreiras militares.

Quem pode ser beneficiado?

Podem ser incluídos na nova modalidade militares que:

já estejam aptos a ingressar na reserva remunerada;

atendam aos critérios definidos pela legislação e pelos regulamentos internos;

estejam dentro dos parâmetros de tempo de serviço, idade e posição na carreira.

Quais são os critérios de promoção?

Além da nova modalidade, permanecem os critérios tradicionais já previstos no estatuto dos militares, como:

antiguidade (tempo de serviço e hierarquia);

merecimento (avaliação de desempenho);

bravura (atos excepcionais de coragem);

e outras formas previstas em lei.

A novidade não substitui esses critérios, mas cria uma via adicional de progressão em situações específicas.

Qual o objetivo da mudança?

De acordo com o governo do estado, a medida busca:

acelerar a renovação dos quadros da segurança pública;

valorizar a carreira de militares em fase final de atividade;

e melhorar a gestão de efetivo nas corporações.

 

G1