A mosca-da-fruta, um inseto sugador e praga devastadora, representa uma das maiores ameaças econômicas e fitossanitárias para a fruticultura no Brasil, de forma especial no Vale do São Francisco.

Ela tem potencial para destruir lavouras e fechar mercados de exportação e nacionais. Uma das espécies mais importantes é a Anastrepha, que afeta diversas culturas, com destaque para a manga e a uva.

Ciclo de Vida

Banner Expo

O dano direto da mosca-da-fruta ocorre em duas fases principais. Inicialmente, a fêmea perfura a casca do fruto para depositar seus ovos, fase chamada de oviposição. Essa perfuração deforma o fruto verde e serve como porta de entrada para doenças, bactérias, favorecendo o apodrecimento precoce da polpa.

Depois, as larvas eclodem e se alimentam diretamente da polpa dentro do fruto, que é destruído por completo, já que a praga provoca amadurecimento forçado e queda antes do tempo de colheita. Frutas atacadas tornam-se impróprias para consumo in natura e perdem valor na indústria de sucos, polpas e conservas devido à redução de sabor.

Barreiras Comerciais

Além disso, frutos afetados pela mosca-da-fruta também deixam de atender a sérias barreiras quarentenárias e bloqueios de exportação. Países importadores, como os Estados Unidos e membros da União Europeia, exigem tolerância zero à presença de larvas nos frutos. A detecção da praga pode resultar em embargos, fechamento de fronteiras e paralisação das exportações, gerando importantes perdas comerciais e de valor para os produtores brasileiros.

 

Fonte: g1 Petrolina