A arrecadação do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) registrou forte alta em abril de 2026, impulsionada pelas alterações promovidas pelo governo federal nas regras do tributo ao longo do último ano.
Segundo dados divulgados pelo Tesouro Nacional, a receita obtida com o imposto alcançou R$ 8,1 bilhões no mês, representando um crescimento real de 29,5% em comparação com abril de 2025. O resultado gerou um acréscimo de aproximadamente R$ 1,8 bilhão aos cofres públicos.
No acumulado dos quatro primeiros meses de 2026, a arrecadação do IOF chegou a R$ 33,7 bilhões, valor 40,5% superior ao registrado no mesmo período do ano passado, já considerando a inflação. O ganho adicional foi de cerca de R$ 9,7 bilhões.
De acordo com o Tesouro, o avanço está diretamente ligado ao aumento das operações de crédito e câmbio sujeitas à tributação após as mudanças implementadas pelo governo. As novas regras passaram a atingir com mais intensidade transações financeiras como empréstimos empresariais, remessas internacionais, compras no exterior e aportes elevados em planos de previdência privada.
As alterações nas alíquotas foram anunciadas em 2025 como parte da estratégia da equipe econômica para ampliar a arrecadação e reforçar o cumprimento das metas fiscais. Apesar da resistência de setores do mercado financeiro e de discussões no Congresso Nacional, parte das medidas permaneceu em vigor, refletindo agora no desempenho das receitas federais.
O relatório fiscal também aponta que a receita líquida da União avançou 5,8% acima da inflação em abril, enquanto as despesas cresceram 3,3% no mesmo período. Para o governo, o aumento da arrecadação é uma ferramenta importante para reduzir a pressão sobre as contas públicas e limitar o crescimento do déficit fiscal.

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